Meus prezados, minha vida tem sido muito abençoada, sob todos os aspectos.
Não posso me queixar da enorme sensação de tranquilidade, que tenho a oportunidade de vivenciar, nos últimos tempos. Sabe aqueles momentos felizes, "de poder respirar bem fundo", coração aliviado, sereno?
É exatamente assim que me sinto. Eu esperei muito tempo por isso.
E fora isso - que não é pouca coisa, tendo em vista os maus bocados que andei a amargar, outrora - profissionalmente, estou numa fase muito produtiva e de grande satisfação com a atividade que decidi exercer, há tempos. Sinto que fiz a escolha certa - agora só depende de mim, do meu esforço, do meu empenho conquistar o meu espaço. O que virá, de futuro. Tenho fé nisso.
Morar sozinha, pra mim, também foi um grande remédio pra muitas coisas.
Essa semana já fez um mês que estou morando só.
Eu estava precisando dessa enorme sensação de liberdade - claro, liberdade responsável, inteligente.
Não é porque estou emancipada de vez, que vou cair na esbórnia. Coisa que nunca fiz, diga-se de passagem. Pelo contrário. Mas que é o máximo não dever satisfações a seu ninguém, isso eu garanto que é.
Eu amo transitar pela casa "em trajes pequenos" o dia inteiro, ficar até tarde ouvindo música ou simplesmente bebericando o meu vinhosinho, solitária.
De fato, morar sozinha não é barato - mas, a tranquilidade que eu tenho, vale cada centavo.
Sou uma pessoa extremamente caseira. Adoro ficar em casa assistindo um filminho, por exemplo, ou fazendo qualquer outra coisa boba, mas prazerosa. Não troco a minha vidinha de eremita urbano, por nada.
Outra coisa: resolvi dar mais atenção a minha saúde.
Procurei um bom médico, que depois de quase uma hora de consulta, não me passou um exame sequer: apenas um simples ansiolítico. Dois comprimidinhos antes de dormir, e passo o dia seguinte extremamente relaxada. Não vicia, não é calmante, mas faz uma diferença enorme: estabiliza o meu humor.
De mais a mais, nada melhor pra vida do que sentir-se bem resolvida e em paz consigo mesma.
Caminhar, vivenciando serenamente o presente e, com o coração aberto, pra tudo de bom que vier mais adiante. Eu mereço.
Stephane Loureiro