segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Constatações...

Momentos há, que nem os remédios conseguem amenizar a dor de certas feridas profundas.
Não há médico no mundo que seja capaz de curar essa tristeza persistente, que volta e meia - por mais que eu me esforce para amenizar - retorna e se agiganta, tal como sempre estivera, dentro de mim.
Não estou (e nem sou) doente, como gostariam alguns. Meu mal tem nome.
No entanto, vou tratando os 'sintomas' com remédios, excesso de trabalho e outras drogas.
Os anos vão passando diante de mim e muitas coisas mudaram. A menina tola, deixou de ser menina, mas as velhas feridas continuam esperando o lenitivo inexistente. 
Eu sigo procurando outras formas de compensação, mas é como se faltasse um pedaço do meu corpo, do meu coração.  E só quem comunga desse mesmo vazio, tanto quanto eu, sabe que não é possível preenchê-lo. Não há remédio possível para certas moléstias.



Stephane Loureiro

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