(Hoje vou escrever contrariando o que disse outrora, Vinícios de Moraes, sem medo de cometer nenhuma heresia).
A vida inteira vivenciei essa tortura que é o chamado efeito sanfona. De tempos em tempos, emagrecia e engordava constantemente, sempre preocupada com o número das roupas que estava vestindo.
Fui uma criança muito alérgica e tratada a base de corticoides. Resultado: excesso de peso.
No entanto, com a chegada da adolescência e os hormônios a flor da pele, abandonei os corticoides, e rapidamente alcancei o chamado "peso ideal".
Entretanto, tendo em vista a minha psique profundamente sensível e essa minha ansiedade extrema, que me acompanha desde a infância, acabou tornando-se inevitável que isso refletisse nos meus hábitos alimentares, e consequentemente, no meu peso.
Contudo, é um erro condicionarmos o nosso padrão de beleza pessoal, com queles modelos impossíveis que a mídia tenta nos impor cotidianamente.
Quantas pessoas encontramos por aí, que muito embora estejam inseridos nesses tais padrões de beleza ideais e, no entanto, sentem-se infelizes, profundamente insatisfeitos com o próprio corpo?
E mais: quantas vezes esbarramos com certos indivíduos, ostentando belos semblantes - verdadeiros "Adônis" humanos - e que, em verdade, escondem por trás dessa beleza toda, pavorosos abismos de degradação moral?
Para mim, beleza é algo que absolutamente não se resume num rostinho bonito e um corpo em forma.
Beleza está na personalidade, no jeito de se expressar, na maneira como entona a voz quando ri ou na forma displicente de segurar o cigarro aceso. Em suma: a beleza está nos pequenos detalhes.
Entretanto, estas pequenas "minúcias", por assim dizer, precisam necessariamente estar acompanhadas de um carácter vigoroso, honesto, sóbrio. É exatamente isso me cativa e que eu prezo, acima de tudo.
E, não tenham dúvidas: aplico essa filosofia a mim mesma.
Não quero que ninguém goste de mim pela minha "embalagem". Primeiro, porque não me enquadro mesmo nesse modelo contemporâneo doentio de beleza. Segundo, porque eu não suporto tipinhos superficiais.
Hoje, não me preocupo mais tanto com o número dos jeans que eu compro ou dos sutiãs que ando usando. Bobagem. Ser bonita, atraente, é algo muito mais relacionado com o modo como nos enxergamos, que reflete diretamente no próximo, do que com aquilo que a sociedade obcecada pela busca do físico perfeito, tenta nos impor.
Para mim, a beleza, literalmente, vem de dentro.
Stephane Loureiro

2 comentários:
ORGULHO; foi a primeira palavra que me meio à mente quando entrei hoje no seu blog e li esta postagem. Me orgulho, não de mim; mas de você, que a cada dia me mostra se tornar uma mulher equilibrada e amadurecida.
Mas sem modéstia, devo dizer que toda vez que te escuto ou leio o que escreve, me traz um sentimento...
"Satisfação" acho que seria a palavra exata do que sinto. Satisfação em saber que talvez; só por um mísero instante, em algum lugar lá atrás, eu tenha dito algo que lhe ajudou a se tornar a mulher que hoje você é.
Mesmo que a vida faça com que a gente nunca se encontre; meu coração estará sempre contigo, você sempre será a "minha menininha".
Meu anjo, obrigada pelas palavras lindas.
Deus me deu um grande presente, quando há quatro anos atrás colocou a sua amizade e o seu apoio constante no meu caminho. E sim, vc é peça importante no meu processo de amadurecimento, porque várias vezes ao longo desses anos, quando todos me faltaram, vc sempre esteve me ajudando a prosseguir a caminhada, me fortalecendo com seus ensinamentos. Deus me deu um irmão, um amigo e um espirito iluminado perto de mim. Sou, apesar de todas as tribulações, uma mulher de sorte.
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